Proteção radiológica

Princípios, limites de dose e condutas na rotina

A proteção radiológica reúne os princípios e as práticas usados para proteger pacientes, trabalhadores e o público dos efeitos da radiação ionizante, sem impedir os benefícios dos exames. Ela se apoia em três princípios: justificação, otimização e limitação de dose.

A otimização é conhecida pela sigla ALARA (As Low As Reasonably Achievable): manter as doses tão baixas quanto razoavelmente possível. Para o paciente, isso significa aplicar a dose estritamente necessária e suficiente para o objetivo do exame. Na rotina, a proteção do trabalhador se resume a três medidas: reduzir o tempo de exposição, aumentar a distância da fonte e usar blindagem.

Os efeitos biológicos são classificados como determinísticos (teciduais), que surgem acima de um limiar de dose e ficam mais graves à medida que a dose aumenta, e estocásticos, como o câncer, em que a probabilidade de ocorrer aumenta com a dose, sem que a gravidade dependa dela.

Os três princípios
JustificaçãoA exposição só deve ocorrer se o benefício for maior que o risco.
OtimizaçãoUsar a menor dose razoavelmente possível que atenda ao objetivo (ALARA).
LimitaçãoAs doses de trabalhadores e do público respeitam limites. Eles não se aplicam à exposição médica do paciente.
Normas brasileiras
CNEN NN 3.01Requisitos básicos de radioproteção, incluindo os limites de dose (Resolução CNEN 323/24).
RDC 611/22Requisitos da Anvisa para serviços de radiologia diagnóstica ou intervencionista.
IN 90 a 97/21Instruções da Anvisa com requisitos por modalidade. A IN 90 trata da radiografia médica convencional.

Conteúdo educacional, que não substitui o texto oficial das normas. Fontes: CNEN NN 3.01 (Resolução 323/24) · RDC 611/2022 da Anvisa.